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HEROÍSMO E MORTALIDADE: LEITURA GUIADA DA ‘ILÍADA’, DE HOMERO Rafael Brunhara

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Sobre o curso

A Ilíada de Homero é, como se sabe, um dos textos fundadores da literatura ocidental, que circula desde a aurora da Antiguidade, encantando leitores, inspirando e influenciando sucessivas gerações de escritores até hoje. Além do prazer literário, conhecê-la por dentro é uma oportunidade de compreender muito do que ainda estrutura nossos hábitos e parâmetros narrativos, que descendem da épica grega.

Através da leitura guiada, este curso oferece o contato direto com a obra, em encontros que também esclarecem o contexto, com os aspectos históricos e sociais presentes no texto, e suas estratégias narrativas. O enredo da Ilíada, que evolui em ‘cantos’, como os capítulos de um romance, tendo como eixo principal a ira do herói Aquiles e suas consequências, se passa em poucos dias, mas faz sentir o peso de toda a mítica guerra de Troia. Seus temas centrais, como a memória, a guerra, a honra e o luto, continuam mobilizando as ações humanas em nosso tempo.

 

Ler Homero não é apenas apreciar uma obra literária seminal e visitar um passado distante, mas perceber como a literatura, articulando tensão, beleza poética e reflexão ética, questiona o persistente fascínio da glória e o custo, quase sempre alto, para se chegar até ela.

Encontro 1 (13 de maio) – O que é a poesia épica grega?

Apresentação do gênero épico grego: Ilíada, Odisseia, Teogonia, Trabalhos e Dias, Hinos Homéricos. A potencialidade desses textos como formas de pensar o cosmos, os deuses, os heróis e a vida humana.

 

Encontro 2 (20 de maio) – A autoridade do cantor-poeta

A Musa, o canto, a figura de Homero e a autorrepresentação da poesia. Como o poema constrói sua própria legitimidade: o poeta não sabe por si mesmo, mas canta por mediação divina e pela tradição.

 

Encontro 3 (03 de junho) – A Ilíada: um poema que ultrapassa o contexto da guerra

Apresentação dos temas centrais do poema, sua unidade ao longo da narrativa, as características e o funcionamento da tradição oral, a abrangência simbólica da guerra. A Ilíada como um poema sobre a mortalidade. 

 

Encontro 4 (10 de junho) – Cantos I e II: Aquiles, Agamêmnon e o plano de Zeus 

Início da leitura guiada do texto. A querela inicial, a peste, os deuses Tétis, Zeus, Hera, o sonho enganoso, o teste das tropas, Tersites e o catálogo das naus. A autoridade falha, a linguagem política, a presença do ausente Aquiles e a organização da guerra.

 

Encontro 5 (17 de junho) – Cantos III a V: deuses, mortais e a trégua desfeita 

O duelo de Menelau e Páris, ruptura da trégua e retomada da batalha. A passagem do conflito contido para a guerra aberta: a ofensa originária de Troia, a afirmação da superioridade dos gregos aqueus e a intervenção direta dos deuses no combate.

 

Encontro 6 (1º de julho) – Canto VI – Heitor e Andrômaca: o adeus 

A despedida de Heitor que deixa esposa e filho, assumindo o seu destino trágico e as consequências em sua família, para enfrentar Aquiles. A suspensão momentânea da pura dinâmica da batalha, que faz surgir o outro rosto da guerra: seu custo humano.

 

Encontro 7 (08 de julho) – Canto IX – A embaixada a Aquiles 

A negociação entre Agamêmnon e Aquiles, colocando em jogo a própria lógica do heroísmo: honra, compensação, glória e limite da reconciliação.

 

Encontro 8 (15 de julho) – Cantos XI a XVI: a crise aqueia, Pátroclo e o limite do substituto

Substituição, destino e erro trágico. A deterioração do exército grego, a pressão sobre Aquiles, a entrada de Pátroclo no combate e seu avanço além do limite.

Encontro 9 (22 de julho)– Cantos XVIII a XXI – Luto e devastação

As dimensões da ideia de herói: sua potência e sua desmedida. A notícia da morte de Pátroclo, o luto de Aquiles, a intervenção da deusa Tétis, o retorno ao combate e a escalada de sua fúria até a quase monstruosidade. A conversão da dor de Aquiles em energia destrutiva, confrontando até mesmo os deuses.

Encontro 10 (29 de julho) – Cantos XXII a XXIV: O retorno do humano

Perseguição e morte de Heitor, jogos fúnebres de Pátroclo, encontro entre Príamo e Aquiles e restituição do corpo do herói troiano. Depois de a violência ser levada a seu ponto máximo, os últimos cantos do poema começam a conduzí-la ao rito, ao luto e à compaixão. A recolocação da lógica da guerra pela Ilíada num horizonte humano mais amplo.

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