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ESCREVER O BELO, NOMEAR O TERRÍVEL Micheliny Verunschk

Categorias: Encontro
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Sobre o curso

Escrever o indizível é uma das tarefas a que a literatura se propõe na jornada de traduzir o mundo e a experiência de vivê-lo. Por quê, para quê e como escrever e traduzir o terrível, se acercando de alguma beleza improvável, é o tema principal desses dois encontros, preparados por Micheliny Verunschk como um misto de curso e oficina prática de escrita.

Encontro 1 – Memória e testemunho

Memória e testemunho: quando o mundo me atravessa. Neste primeiro encontro, vamos ler, conversar e escrever a partir de trechos de obras literárias que tratam de grandes eventos históricos e como repercutiram nas subjetividades de quem escreve e na própria literatura em geral. Os textos são selecionados de livros como Austerlitz, de W. G. Sebald, Irmão de Alma, de Davi Diop, A História, de Elsa Morante, Diários de Gaza – A Memória é uma Casa Indestrutível, de vários autores.

Encontro 2 – Ficções do eu

Ficções do eu: quando atravesso o mundo. No segundo encontro, vamos analisar ficções, autoficções e livros de literatura de testemunho para pensar e praticar a escrita em torno de como o eu encontra maneiras de traduzir as dores individuais e as do mundo. Os textos são selecionados de livros como Um Hino à Vida, de Gisèle Pelicot, O Ano do Pensamento Mágico e Para John, de Joan Didion, Assim foi Auschwitz, de Primo Levi, ‘Carta 52’, de Sigmund Freud, e Miss Dalloway, de Virginia Woolf.

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