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A NARRATIVA EM PRIMEIRA PESSOA: O QUE DIZEMOS QUANDO DIZEMOS ‘EU’? Ingrid Fagundez

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Sobre o curso

Autoficção, autossociobiografia, romance autobiográfico: é inegável a frequência com que o prefixo ‘auto’ aparece nomeando gêneros da literatura contemporânea. Autores se afirmam, se disfarçam ou se transformam por meio da primeira pessoa, com seus nomes próprios, nomes semelhantes ou mesmo bem diferentes para trabalhar um conteúdo autobiográfico.

Nada disso é novo, no entanto. Desde os hinos da sacerdotisa suméria Enheduana (2.300 a.C), considerados os primeiros escritos literários assinados, passando pelas Confissões de Santo Agostinho (500 d.C), pelos ensaios de Montaigne (séc. 16), e chegando à febre dos diários no séc. 19 até o surgimento da autoficção na década de 1970 e a popularização da autossociobiografia nos anos 2020, nunca se deixou de dizer ‘eu’. Então por que a primeira pessoa ainda é vista com cautela na literatura, especialmente em obras de não ficção? Quais são seus potenciais? E quais cuidados devemos tomar ao escolhê-la para escrever?

Em doze encontros, este misto de  curso e oficina percorre a história da primeira pessoa na literatura e discute suas possibilidades e limitações. Vamos estudar como referência escritoras e escritores contemporâneos ou resgatados recentemente que recorrem a essa perspectiva para contar suas histórias, como Annie Ernaux, Conceição Evaristo, Jarid Arraes, Alba de Céspedes, Maggie Nelson e Tove Ditlevsen. No final de cada encontro, serão sugeridos exercícios para que os participantes coloquem em prática os conhecimentos adquiridos. Os textos produzidos a partir desses exercícios poderão ser discutidos nos três últimos encontros, organizados como oficina de escrita.

 

Encontros 1, 2 e 3 – A história da primeira pessoa na literatura: das meditações até a autoficção.

 

Encontros 4, 5 e 6 – A primeira pessoa nos gêneros literários: diferenças do ‘eu’ nas obras não ficcionais e ficcionais, com exemplos de uso por autoras e autores diversos.

 

Encontros 7, 8 e 9 – Possibilidades e limitações: a força da perspectiva individual e os riscos do ‘umbiguismo’. 

 

Encontros 10, 11 e 12 – Oficina: leitura e análise de textos produzidos pelos participantes.

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