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TESTEMUNHO, AUTOFICÇÕES, DIÁRIOS E LUGAR DE FALA NA LITERATURA

TESTEMUNHO, AUTOFICÇÕES, DIÁRIOS E LUGAR DE FALA NA LITERATURA

com Jacques Fux

A arte da memória é, como já foi dito alguma vez, uma arte da leitura de cicatrizes, capaz de criar tanto espaços de invenção como aqueles calcados na verdade histórica, inclusive em suas versões pessoais, como é o caso da chamada literatura de testemunho. A escrita mediada pela memória é, entre outras coisas, um ‘mecanismo de resistência à deslembrança, um acerto de contas com o próprio passado e também um modo de se conciliar escritura e morte’, conforme assinala Márcio Seligmann-Silva. Ambos se conciliam nas autobiografias, nos diários e nas autoficções, já que, ao trabalhar a memória, o texto presta-se também a preservar de alguma forma o que foi perdido.

Tendo em vista essas colocações, o curso discute os aspectos principais que caracterizam o testemunho escrito, as autoficções, os diários e a noção de lugar de fala na literatura, a partir de passagens selecionadas de autores como Philipe Lejeune, Djamila Ribeiro, Bernardo Kucinski e Cristóvão Tezza.

Datas

19, 26 de outubro
9 e 16 de novembro, segundas

Horário

19h30 às 21h30

Plataforma

Zoom

Atenção: Até 2h antes do início do curso você receberá as informações de acesso por e-mail.

De: R$ 390
Por:
R$ 330 4x sem juros no cartão de crédito

Inscrições encerradas

Jacques Fux é mestre em Computação pela UFMG e doutor em Teoria Literária pela Unicamp e UFMG. Foi também pesquisador visitante na Universidade de Harvard. Professor e escritor, é autor do romance Antiterapias (Scriptum, 2012, Prêmio São Paulo de Literatura), e dos livros Literatura e Matemática (Perspectiva, 2017, finalista do Prêmio APCA) e Georges Perec – a Psicanálise nos Jogos e Traumas de uma Criança de Guerra (Relicário, 2019), entre outros.