CLUBE DE LEITURA – UM OLHAR FEMINISTA PARA A LITERATURA

CLUBE DE LEITURA – UM OLHAR FEMINISTA PARA A LITERATURA

com Débora Thomé

Este clube de leitura convida as e os participantes a conhecer ou reler obras de literatura de ficção e de não-ficção que, de várias formas, apresentam e discutem o papel da mulher no mundo. Explorando o universo literário, a proposta é refletir juntas/os sobre como as mulheres são vistas pela sociedade, como elas se apresentam e lidam com suas próprias questões, tanto no âmbito privado quanto público. De uma perspectiva feminista, são temas de diálogo no clube o texto em si, bem como aspectos que o cercam, relativos ao momento em que foram escritos, sua recepção e impacto na sociedade e seu interesse nos dias atuais.

 

livro do mês: Cartas a uma Negra, de Françoise Ega

 

Nascida na Martinica, mas vivendo boa parte de sua vida na França, Françoise Ega (1920-1976) foi escritora e ativista social, ajudando imigrantes e dando aulas de alfabetização. Nos anos 60, escreveu duas obras autobiográficas, uma delas Cartas a Uma Negra, que veio a público apenas após a sua morte. Neste livro, ela estabelece um diálogo fictício com a autora brasileira Carolina Maria de Jesus, sobre quem leu uma reportagem numa revista francesa. Empregada doméstica como Carolina, Françoise Ega trata na sua narrativa desse trabalho e de como ele envolve uma relação de exploração, criando um relato raro e contundente sobre a profissão a que se dedicam muitas mulheres em todo o mundo.

Data

30 de agosto, terça

Horário

19h30 às 21h

Plataforma

Zoom

Atenção: Até 2h antes do início do curso você receberá as informações de acesso por e-mail.

R$ 50

Inscrições abertas

Débora Thomé é escritora, doutora em Ciência Política e ativista do movimento feminista. É autora de artigos e pesquisas sobre mulheres e acesso ao poder no Brasil e no exterior, além dos livros 50 Brasileiras Incríveis para Conhecer Antes de Crescer (Record, 2018, finalista do prêmio Jabuti), Mulheres e Poder (com Hildete Pereira de Melo, FGV, 2018) e 50 LGBTQ+ Incríveis (Record, 2021), entre outros infantis e acadêmicos. É fundadora do primeiro bloco de carnaval feminista, o Mulheres Rodadas.