{"id":1016,"date":"2019-12-10T17:14:50","date_gmt":"2019-12-10T20:14:50","guid":{"rendered":"https:\/\/escrevedeira.doois.com.br\/metabaseado\/"},"modified":"2024-10-03T16:07:06","modified_gmt":"2024-10-03T19:07:06","slug":"metabaseado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escrevedeira.com.br\/metabaseado\/","title":{"rendered":"METABASEADO"},"content":{"rendered":"<div class=\"s-blog-body s-blog-padding\">\n<div class=\"s-repeatable s-block s-component s-mh \">\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Neste bimestre, a oficina de escrita criativa de <strong>Noemi Jaffe<\/strong> teve como tema o encontro entre fic&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncia. <strong>Hanita Bergmann<\/strong>, uma das participantes, foi incumbida de escrever um texto que tratasse de geologia. Abaixo, o resultado desse desafio.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p style=\"font-size: 130%;\">METABASEADO<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Parece um grande v&ocirc;mito das profundezas da terra, espesso, em jatos, vermelho e muito quente. O vermelho &eacute; o fogo, labaredas espessas de magma em convuls&atilde;o explodem, incandescentes voam para cima, fogos de artif&iacute;cio sem ritmo, em gargarejo. Crostas cinza fosforescente na superf&iacute;cie do que imita um rio pelando, um rio gratinado de lava. Um vulc&atilde;o ativo lembra uma pessoa engasgada, de p&eacute; com a cabe&ccedil;a virada pr&aacute; cima, regurgitando; quando entra em erup&ccedil;&atilde;o &eacute; muito forte, essa mesma pessoa vomitando tanto que escorre pr&aacute; todo lado, desce pelo corpo, uma gosma grossa que passa e entra por todas curvas; a lava fervendo queima, derruba, invade, sufoca; constante e num ritmo s&oacute; dela. Mas antes disso tem os gases, a boca de uma chaleira prestes a exalar do baixo profundo para o c&eacute;u, a forma&ccedil;&atilde;o duma couve flor enorme, cinzenta, que n&atilde;o para de crescer e subir num c&eacute;u enegrecido e as pessoas, as que estavam longe mas assim mesmo perto, ficam cobertas de cinzas, s&atilde;o f&oacute;sseis ambulantes, uns zumbis. Maravilhoso de t&atilde;o horr&iacute;vel.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Eu trouxe uma coisa pr&aacute; voc&ecirc;, sente essa areia; muito simples, com &aacute;gua parece cimento. Aqui, fazemos um cone, vamos alisar, mais &aacute;gua, d&aacute; uns tapinhas; &aacute;gua e tapinhas, nessa ordem. Agora, assim, cava o cume, vou abrir a lateral. Amasso o papel dentro, t&ocirc; enfiando pela lateral. Joguei um f&oacute;sforo, coloca a m&atilde;o aqui, n&atilde;o tampa, s&oacute; sente o calor. Viu, um calor molhado. Era assim que faz&iacute;amos na praia, todo dia, um vulc&atilde;o, o menos nocivo dos vulc&otilde;es; era o mais perto que pod&iacute;amos chegar do fogo, no mar.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Salvei uma foto; Janice, 73 anos de idade, est&aacute; num barco indo embora do Hava&iacute; porque a ilha mudou muito; mais violenta se sente insegura e decide partir. Do barco v&ecirc;, pela &uacute;nica vez em sua estada de 35 anos na ilha, uma erup&ccedil;&atilde;o do vulc&atilde;o; chamas, lava fluindo para o mar. Janice diz que sente, ent&atilde;o, que foi aben&ccedil;oada pela escolha certa; o vulc&atilde;o sempre foi a pior das amea&ccedil;as.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Existe um aspecto m&iacute;stico dos vulc&otilde;es em todos os povos de todas as ilhas; o fogo arde nos esp&iacute;ritos, algumas pessoas at&eacute; falam com os vulc&otilde;es, acendem o cigarro no fogo que vem at&eacute; elas. Vilarejos no p&eacute; dos vulc&otilde;es &#8211; a terra &eacute; fertilizada pela lava vulc&acirc;nica &#8211; n&atilde;o s&atilde;o avisados de antem&atilde;o, os vulc&otilde;es entram em erup&ccedil;&atilde;o quando bem entendem e as pessoas continuam morando l&aacute;, convivem com a for&ccedil;a da natureza, o perigo faz parte delas, da cren&ccedil;a. Vulcanologistas ficam estirados no ch&atilde;o a 3.800m de altitude acima do mar; no ar rarefeito a respira&ccedil;&atilde;o &eacute; truncada. O lago de lava pode explodir a qualquer momento e o vulcanologista diz calmamente que a aten&ccedil;&atilde;o deve ser total, se um jato subir ele tem que desviar, ir pro lado, n&atilde;o correr de costas nem se abaixar; deve ficar com o olhar atento sem ser levado pela hipnose, sim &eacute; hipnotizante; assim: um passinho pro lado e a bola de fogo n&atilde;o cai na sua cabe&ccedil;a. O lago &eacute; enorme, uma imensid&atilde;o, um vazio que voc&ecirc; conhece.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>A hist&oacute;ria do casal de franceses &eacute; essa: n&atilde;o conseguiram ser mais r&aacute;pidos que os 160 km\/h da velocidade do fluxo pirocl&aacute;stico; foram soterrados pela corrente flu&iacute;da , veloz, do g&aacute;s quente com cinzas e pedras; eram mais de 41 pessoas. Filmavam vulc&otilde;es de muito perto &#8211; uma vida dedicada. Roupas de alum&iacute;nio, astronautas improvisados, macac&otilde;es t&eacute;rmicos. Elegeram, na vida, um pano de fundo: a brasa, o fogo, o rio vermelho de lava; tudo de perto, o calor na cara, a intensidade da massa espessa se contorcendo, descendo a montanha; acho que sinto a intensidade s&oacute; em ver. Vem pr&aacute; perto da lareira, coloque a cara aqui dentro, n&atilde;o vai se queimar &#8211; s&oacute; sentir o ardor &#8211; preciso disso tamb&eacute;m agora. Um casal, eram um casal, uma combina&ccedil;&atilde;o perfeita entre duas pessoas e uma intensidade compartilhada.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>As roupas e o fundo vivo, uma colagem, n&atilde;o parecia real, as cores do amarelo ao vermelho, passando por todos tons de laranja, o ritmo; o contraste do alum&iacute;nio com a lava, deles parados com o movimento do magma; parecia um filme e era um filme, um filme real. Dizem que o seu objetivo era registrar tudo de muito perto e, em nome dessa causa, n&atilde;o conseguiram prosseguir, morreram no processo, n&atilde;o foram r&aacute;pidos o suficiente. Eu sei, n&oacute;s sabemos, que o objetivo n&atilde;o era o registro e sim a experi&ecirc;ncia; o que expele tamb&eacute;m atrai, com a mesma intensidade. Por isso que o meu relato &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil e t&atilde;o pouco v&aacute;lido, s&oacute; vejo a imagem, n&atilde;o estou l&aacute;; o resto -praticamente tudo &#8211; fica a cargo da imagina&ccedil;&atilde;o, da sua e da minha.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>O que mais posso falar? Voc&ecirc; t&aacute; entendendo a dificuldade? O cheiro, voc&ecirc; tem raz&atilde;o, nem pensei nisso, estamos quites, tamb&eacute;m n&atilde;o sei o cheiro que tem, leio que o vulc&atilde;o libera enxofre e voc&ecirc; sabe, cheiro de enxofre &eacute; igual a ovo podre. Depois deve ter cheiro de queimado porque tudo vira cinza, uma grande e espessa camada de cinzas que endurece e fossiliza. Eu tenho uma faca de obsidiana, comprei no Mexico; &eacute; um tipo de vidro vulc&acirc;nico formado quando a lava esfria rapidamente: a pedra &eacute; super dura e o corte &eacute; preciso; usado em cirurgia, acho, de c&oacute;rnea.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>J&aacute; se escreveu tanto sobre vulc&otilde;es, como posso te explicar melhor? Nem eu sei muito, s&oacute; o que vejo nesses filmes e o que vi no Salar &#8211; &eacute;, teve o Salar &#8211; a experi&ecirc;ncia mais pr&oacute;xima de uma cratera que jamais pude pensar em ter. No carro o guia comentou, en passant, que no &uacute;ltimo ver&atilde;o um rapaz pisou num lugar que, com certeza, n&atilde;o deveria ser pisado &#8211; a areia se move, abre numa cratera onde e quando quer, a imperman&ecirc;ncia do solo- a perna dele entrou no buraco fervente at&eacute; o joelho e ele n&atilde;o resistiu e eu n&atilde;o quero mais falar sobre isso porque ele era um rapaz e era israelense e estava de f&eacute;rias e n&oacute;s ficamos quietos pensando nele, nos amigos, nos pais; tudo muito conhecido. Pareciam caldeir&otilde;es de sopa completamente enterrados no ch&atilde;o, de diversos di&acirc;metros, fervendo, mas nem senti calor &#8211; n&atilde;o tenho mem&oacute;ria disso &#8211; s&oacute; lembro do maravilhamento de estar &agrave; beira de uma areia movedi&ccedil;a com borbulhas e gases. No meio de uma &aacute;rea gigante, seca e in&oacute;spita, nuvens baixas saindo da terra, como se fosse uma brincadeira. Algumas cordas mal amarradas indicavam que ali era um lugar de turismo com um certo grau de perigo; e s&oacute; isso no meio do nada, lindo de morrer. Sabe como &eacute;, turismo na Bol&iacute;via.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>NO FILME INTO THE INFERNO DO W. HERZOG, BASEADO NO LIVRO DO VULCAN&Oacute;LOGO CLIVE OPPENHEIMER.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste bimestre, a oficina de escrita criativa de Noemi Jaffe teve como tema o encontro entre fic&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncia. Hanita Bergmann, uma das participantes, foi incumbida de escrever um texto que tratasse de geologia. Abaixo, o resultado desse desafio. METABASEADO Parece um grande v&ocirc;mito das profundezas da terra, espesso, em jatos, vermelho e muito quente. 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