{"id":1011,"date":"2019-04-16T17:14:50","date_gmt":"2019-04-16T20:14:50","guid":{"rendered":"https:\/\/escrevedeira.doois.com.br\/como-se-fosse-a-locucao-de-um-jogo-de-futebol\/"},"modified":"2024-10-03T15:47:54","modified_gmt":"2024-10-03T18:47:54","slug":"como-se-fosse-a-locucao-de-um-jogo-de-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escrevedeira.com.br\/como-se-fosse-a-locucao-de-um-jogo-de-futebol\/","title":{"rendered":"COMO SE FOSSE A LOCU\u00c7\u00c3O DE UM JOGO DE FUTEBOL"},"content":{"rendered":"<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Neste bimestre, os grupos da oficina de escrita, com Noemi Jaffe, est&atilde;o trabalhando &#8220;a&ccedil;&atilde;o&#8221;. Um dos exerc&iacute;cios propostos em aula foi o de narrar uma a&ccedil;&atilde;o trivial (espremer um suco de laranja, amarrar um sapato) como se fosse uma locu&ccedil;&atilde;o de um jogo de futebol.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Os resultados, da turma de ter&ccedil;a-feira, est&atilde;o abaixo:<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Para ser lido como um narrador de jogo de futebol o faria, frente a uma jogada de quase sucesso.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ela chega ao ponto com a respira&ccedil;&atilde;o em suspenso, procura algo na bolsa, olhos fixos no &ocirc;nibus laranja que se aproxima. Consegue ler 1847P e percebe que logo atr&aacute;s o 1358N faz uma manobra que a impede de ler o letreiro de destino. Mesmo se conseguisse, as letras se movimentam com regularidade entre a indica&ccedil;&atilde;o da avenida que (todos sabem) ele passa, e um Feliz P&aacute;scoa que tem data pr&oacute;xima. Ela d&aacute; uma corridinha discreta para n&atilde;o torcer novamente o tornozelo at&eacute; conseguir o &acirc;ngulo favor&aacute;vel para ler o destino mas, nesse momento, o motorista desvia pela direita, ignorando seu abanar de bra&ccedil;o e acelera em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; outra faixa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Sandra Abrano<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>A bexiga amarela quica na borda e pousa na superf&iacute;cie brilhante da piscina; o olhar de Fran segue a trajet&oacute;ria da bola; Cec&iacute;lia, do outro lado do jardim, antecipa o movimento do menino, dribla um gar&ccedil;om, um terno cinza, tr&ecirc;s ta&ccedil;as suadas, mas algu&eacute;m se arqueia numa risada, a m&atilde;e hesita diante do vestido rosa e Fran cambaleia em linha reta em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; bola. Segue despercebido entre os saltos, agora est&aacute; perto, estica o bracinho, e o grito de Cec&iacute;lia n&atilde;o chega, mas no &uacute;uuultimo instante um bra&ccedil;o vem do alto, em gancho, ergue o menino, os dois pezinhos a chutar o ar.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Maria Abramo Caldeira Brant <\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Consegue segurar o guarda-chuva e o celular na m&atilde;o esquerda, sem perder as palavras j&aacute; escritas na tela do whatsapp. Com o ded&atilde;o, enviar. A direita fica desprotegida ao dar o sinal para o 877T e, no mesmo instante, a manga encharca. O motorista d&aacute; duas piscadas com o farol, iluminando a po&ccedil;a que &eacute; atingida pelo pneu e espirra em sua cal&ccedil;a c&aacute;qui. A m&atilde;o direita, agora, est&aacute; na coxa, espalhando respingos de &aacute;gua e sujeira. A porta se abre, grudada ao meio fio e, antes mesmo de decidir se colocaria o celular no bolso ou no compartimento lateral da mochila, visualiza a resposta: n&atilde;o. Mete no bolso traseiro esquerdo mesmo. Uma p&eacute;ssima escolha: o fio do fone enrosca na al&ccedil;a do guarda-chuva, impedindo que alcance o bot&atilde;o para fech&aacute;-lo. As outras pessoas j&aacute; est&atilde;o dentro. O farol abre. Partem.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Mariana Cal&oacute;<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>O banquinho &eacute; pequeno demais para um traseiro humano. Pisa com o p&eacute; esquerdo no pedal, passa a perna direita para o outro lado. A perna &eacute; r&aacute;pida, mais r&aacute;pida que o vento; o p&eacute; &eacute; uma pata de elefante e aperta o pedal com firmeza; o t&oacute;rax equilibra-se como uma lib&eacute;lula parada no ar um instante antes do voo. Agora aciona todos os m&uacute;sculos das duas coxas em movimentos circulares, mant&eacute;m os olhos fechados um pouco mais que o normal. A bicicleta fina equilibra-se de modo circense. N&atilde;o tomba. As p&aacute;lpebras se abrem e se fecham r&aacute;pido demais, a barriga faz movimentos de trampolim. O pai e o irm&atilde;o movem as m&atilde;os para cima e depois batem uma m&atilde;o contra a outra. Gol, pensa. A pista tremelica. Uma gota de suor no pesco&ccedil;o. V&ecirc; as pr&oacute;prias pernas em movimento, lembra-se que est&aacute; sobre duas rodas &ndash; apenas a velocidade a mant&eacute;m vertical. A bicicleta inclina para o lado direito. Vai cair. N&atilde;o cai. O pai grita algo. Ela aperta forte o guid&atilde;o, move as pernas com ainda mais for&ccedil;a. A mancha de um tronco de &aacute;rvore contamina toda a vista. Um golpe no nariz, o ombro batendo na pista dura.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Julia Codo<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Estaciona o carro, espera as portas autom&aacute;ticas se abrirem e est&aacute; valendo!<\/p>\n<p>Pega um carrinho, hesita, volta, uma cesta basta! Avan&ccedil;a pelo corredor de frios: agarra o queijo branco, o iogurte de frutas vermelhas e passa batido pelo peito de peru. Desvia da senhora em marcha r&eacute;, dribla o pai que carrega o filho dentro do carrinho e chega &agrave;s frutas que a m&atilde;e pediu: &eacute; tipo de ma&ccedil;&atilde; que n&atilde;o acaba mais, amigos!<\/p>\n<p>Pega duas de cada, segue o jogo, mira o aperol, o gin, o cabernet sauvignon, mas &eacute; o azeite equatoriano que morre na cesta.<\/p>\n<p>O caixa 5 est&aacute; livre, uma fam&iacute;lia com a compra do m&ecirc;s desponta na lateral, aperta o passo, corre disfar&ccedil;ado, vai que &eacute; sua!<\/p>\n<p>&#8211; Cpf na nota?<\/p>\n<p>&#8211; N&atilde;o.<\/p>\n<p>&#8211; Cart&atilde;o fidelidade?<\/p>\n<p>&#8211; N&atilde;o.<\/p>\n<p>&#8211; Aqui &eacute; lugar de gente feliz?<\/p>\n<p>&#8211; N&atilde;o.<\/p>\n<p>T&aacute; expulso.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Heitor Flumian<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>&#8230;l&aacute; vai Josu&eacute;, driblando os carros, passou um, passou dois, sacou o rev&oacute;lver &ndash; rev&oacute;lver &eacute; TAURUS, a sua melhor op&ccedil;&atilde;o em armas de fogo! Bateu o rev&oacute;lver no vidro, o motorista assustou, Josu&eacute; insistiu, <em>abre o vidro, viado, abre o vidro!<\/em>, o motorista hesitou, tr&acirc;nsito travado, indefinido, Josu&eacute; apontou, atiroooou&hellip; N&atilde;o, n&atilde;o atirou, fez que ia atirar, o motorista abriu, girou a manivela &ndash; o que &eacute; isso, meu filho?!, manivela &eacute; coisa do passado!, troque seu calhambeque usado por um seminovo na ARMANDO VE&Iacute;CULOS, onde voc&ecirc; sempre faz um bom neg&oacute;cio! <em>Passa a grana, filho da puta!<\/em>, o motorista deu a grana, Josu&eacute; fugiu, o motorista arrancou, o motor estrebuchou &ndash; o seu motor merece gasolina aditivada, gasolina aditivada &eacute; PE-TRO-BRAS!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<div>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Bruno Leuzinger<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p><em>Marli<\/em><\/p>\n<p>Nove na Kombi parada. Marli desconhecida na turma. Meia noite, praia da Tartaruga.<br \/>Marli desce. Instintivamente, em dois segundos, eu e o Zeco tamb&eacute;m. Os tr&ecirc;s. S&oacute; os tr&ecirc;s.<br \/>Ela atira as sand&aacute;lias sem dire&ccedil;&atilde;o. Vestido agarrado d&aacute; alguns passos na areia. Eu e o Zeco a reboque.<br \/>A areia pinica os p&eacute;s j&aacute; descal&ccedil;os. Ela sequer memorizou nomes. Olhos de atriz italiana, corpo roli&ccedil;o.<br \/>Velocidade da lua duplicada sobre a corrente das coisas. Marli entra no mar, nada se explica, n&oacute;s dois imantados atr&aacute;s. Marolas pelo joelho, ou&ccedil;o um gritinho pela fria lambida da &aacute;gua nos seios. Nova onda derruba o Zeco e o acaso me tomba ao lado dela. N&atilde;o resta op&ccedil;&atilde;o, eu a abra&ccedil;o para me firmar. Olhos pedintes em compasso de espera. Ajeita o cabelo sobre a orelha. Eu a trago para mais perto. N&atilde;o preciso de muito mais, seu ventre cola no meu na fatalidade da mar&eacute; vazante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Paulo Ludmer<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p><em>Framboesa <\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Primeiro encontro, brunch &eacute; mais seguro. Fel&iacute;cia morde a torrada, mastiga de um lado, mastiga do outro, o Z&eacute; chega do buf&ecirc; e diz que prefere chocolate, n&atilde;o tem. Ela vai engolir, a sementinha entra com tudo no meio dos molares. Era geleia de framboesa. Pede tempo, passa a m&atilde;o na bolsa e se levanta. Entra pela direita, dribla a m&atilde;e com o beb&ecirc;, d&aacute; com a porta escancarada do banheiro. &Eacute; entrar e trancar.<\/p>\n<p>No espelho, arreganha os dentes, os cinco anos de aparelho fixo valeram, e alcan&ccedil;a pelo tato a caixinha verde do fio dental. Fio n&atilde;o, fita. Encerada e mentolada, que o outro n&atilde;o funciona. Enrola as pontas nos dedos e mira entre os molares do fundo, os da esquerda. Penetra com um tranco leve e sobe liso pela parede. A semente escapa, vai para o canto entre o esmalte e a gengiva. Na segunda consegue. Solta o gr&atilde;ozinho, pega sobre a digital do indicador e admira. Enrola como um brigadeiro m&iacute;nimo, com a ajuda do polegar. Prepara, mira e d&aacute; um peteleco. O gr&atilde;o some no cimento queimado do piso.<\/p>\n<p>Tem mais, &eacute; caso de servi&ccedil;o completo, por que n&atilde;o. Puxa outro fio, dessa vez dos compridos. Enrola cada ponta num dedo e parte para o ataque, com m&eacute;todo, do fundo para a frente. Come&ccedil;a atr&aacute;s do molar esquerdo, onde estaria o siso, arrancado com os outros tr&ecirc;s no mesmo dia, quando o dentista teve de enfiar o joelho no bra&ccedil;o da cadeira para conseguir puxar direito. Trabalha cada dente de cima.<\/p>\n<p>Cobi&ccedil;a o enxaguat&oacute;rio, quer os dentes lisinhos. O banheiro do caf&eacute; &eacute; dos que t&ecirc;m: azul celeste, com embalagem gigante e copinhos de pl&aacute;stico. Se serve de meio copo e come&ccedil;a a bochechar, conta at&eacute; sessenta, um minuto, como recomendou o dentista. O Z&eacute; que espere na mesa do caf&eacute;, n&atilde;o gosta do jeito como ele fala, que seje. Cospe, aproveita o ardido, n&atilde;o segura o ah. O Z&eacute; l&aacute; fora deve ter mau h&aacute;lito. N&atilde;o &eacute; dos que dizem princesa, mas quase. Pega outra fita, faltam os dentes de baixo. Vem de novo, do fundo para a frente. Passa a l&iacute;ngua devagar, espalhada. Quase lisinho, falta escovar. Agarra a Oral B para viagem e o tubinho de pasta, conta at&eacute; dez a cada grupo de dentes. A l&iacute;ngua testa a arcada: lisa e perfeita. Sorri. A boca do Z&eacute; n&atilde;o chega nem aos p&eacute;s.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Angela Marsiaj<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>A casca da cebola n&atilde;o &eacute; s&oacute; uma casca. Do ocre avermelhado ao amarelo claro, ela tira as camadas com o polegar e o indicador. A&iacute;, pega a faca e corta ao meio a bola branca . Uma metade tomba para o lado, a outra fica. Segura uma metade, enfia a faca e desenha cortes verticais que n&atilde;o atingem o bulbo. Uma &aacute;gua espumosa se desprende e ela lacrimeja. Funga. Passa o dorso da m&atilde;o livre no rosto para interromper o corrimento. Respira fundo e passa a fazer cortes horizontais profundos. Ela agora quer atingir a base da cebola, o que a mant&eacute;m cebola. Por onde a faca avan&ccedil;a, a soltura. Centenas de pequenos quadrados rolam pela t&aacute;bua &uacute;mida.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Ela pega a outra metade.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Miriam Mermelstein <\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p>Acorda atrasada. Enrosca o p&eacute; no fio do carregador do celular ao levantar da cama e o aparelho cai da cabeceira enquanto ela chuta um livro largado no ch&atilde;o para debaixo do arm&aacute;rio. Veste a blusa do avesso, ajeita o cabelo num n&oacute; no alto da cabe&ccedil;a, arranca a bolsa do pendurador para enfiar o r&iacute;mel e o rem&eacute;dio para enxaqueca. Passa desodorante no caminho para a cozinha, onde tem que abrir espa&ccedil;o entre a lou&ccedil;a suja da noite anterior para fazer o caf&eacute;. Apoia o coador no copo e, num movimento mal calculado para pegar o p&oacute; na prateleira acima do fog&atilde;o &#8211; que ideia botar ali, &#8211; o pote de vidro que o cont&eacute;m se espatifa no ch&atilde;o, uma explos&atilde;o de cacos min&uacute;sculos enquanto o p&oacute; gruda nos v&atilde;os de rejunte gasto do piso. Abandona a cena assim mesmo. As cal&ccedil;as ela abotoa quando o elevador bate no t&eacute;rreo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section blog-section\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"sixteen columns\">\n<div class=\"s-blog-section-inner\">\n<div class=\"s-component s-text\">\n<div class=\"s-component-content s-font-body\">\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Betina Neves<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste bimestre, os grupos da oficina de escrita, com Noemi Jaffe, est&atilde;o trabalhando &#8220;a&ccedil;&atilde;o&#8221;. Um dos exerc&iacute;cios propostos em aula foi o de narrar uma a&ccedil;&atilde;o trivial (espremer um suco de laranja, amarrar um sapato) como se fosse uma locu&ccedil;&atilde;o de um jogo de futebol. 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